Os pares Darlington e Sziklai são configurações com transistores BJT. A comparação entre ambos e alguns circuitos são mostrados neste post.
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Par Darlington

A corrente de entrada entra na base (B) do primeiro transistor T1. A corrente de emissor, que é a soma das correntes de base e coletor, vai para a base de T2, amplificando ainda mais a corrente em T2. O ganho ( ou ) do par é:
Onde e são os ganhos individuais dos transistores T1 e T2, respectivamente. A combinação Darlington é usada em aplicações que requerem alta amplificação de sinal e controle de componentes de alta potência.


Exemplos de circuitos

O vídeo a seguir mostra os circuitos em uma protoboard. O LED acende quando toca no sensor, note a diferença de brilho entre os LEDs.
Este outro circuito usa uma configuração Darlington com o transistor pnp S9012H, cujo datasheet está aqui. Possui um módulo sensor de efeito Hall KY-003, que quando detecta um campo magnético, o buzzer apita e o pequeno LED no módulo acende.


Par Sziklai

Esta configuração usa um transistor npn e um pnp. A fórmula do ganho deste par, considerando como o ganho do BJT T1, cujo coletor é ligado à base de T2.
Em alguns casos, por simplificação, considera-se os ganhos dos pares Darlington e Szilklai simplesmente como o produto dos ganhos individuais dos transistores. Se colocar um capacitor na realimentação, ligando a base de um com o coletor do outro, o circuito se torna um oscilador.


O vídeo mostrando o funcionamento de ambos os projetos.
Comparando as configurações Darlington e Sziklai
Uma das vantagens do par Sziklai, é que este precisa de uma tensão base-emissor () entre 0,3V e 0,7V para entrar em saturação, a mesma de um único BJT. Enquanto a configuração Darlington requer 1,2V. Como resultado, o Darlington dissipa mais potência e tem um tempo de resposta mais lento. Por outro lado, o ganho de Sziklai é menor.
