A Universidade de Waseda, no Japão, está desenvolvendo robôs AIREC com inteligência artificial, para cuidar da população idosa.
AIREC é a abreviatura de AI-driven Robot for Embrace and Care (Robô com Inteligência Artificial para Acolhimento e Cuidado).
Fonte: Technology.org (Traduzido para o Português)
Em um laboratório em Tóquio, o robô AIREC demonstra silenciosamente como poderia ser o futuro dos cuidados com idosos. A máquina humanoide de 150 kg inclina-se sobre um paciente, colocando uma mão no joelho e a outra no ombro, virando cuidadosamente a pessoa de lado—uma manobra essencial para prevenir escaras ou ajudar na troca de fraldas. Desenvolvido na Universidade de Waseda, o AIREC representa uma nova onda de robôs com inteligência artificial projetados para apoiar o sistema de saúde japonês, que está sob pressão.
A crise demográfica do Japão não é mais uma ameaça distante—ela já chegou. A geração baby boomer do país, nascida entre 1947 e 1949, já atingiu pelo menos 75 anos de idade em 2024, aumentando drasticamente a necessidade de cuidadores de idosos. No entanto, o setor enfrenta dificuldades para atrair trabalhadores, com mais de quatro vagas de emprego para cada candidato, superando em muito a taxa geral de vagas do país. Embora os trabalhadores estrangeiros tenham se tornado uma parte pequena, mas crescente, da força de trabalho no setor de cuidados, eles representam menos de 3% do total—uma fração muito pequena para preencher a lacuna.
A pressão está levando os provedores de cuidados a explorar soluções tecnológicas. A Zenkoukai, operadora de casas de repouso, já adotou robôs em suas instalações, embora suas funções ainda sejam modestas por enquanto. Robôs do tamanho de bonecas entretêm os residentes com músicas e exercícios, enquanto sensores de monitoramento do sono sob os colchões liberam a equipe humana das rondas noturnas. No entanto, a promessa de robôs humanoides como o AIREC está em sua capacidade de oferecer cuidados físicos, algo que poucas máquinas dominaram.
Criar robôs capazes de interagir fisicamente com humanos exige precisão e inteligência avançada. Enquanto empresas como a Tesla trabalham em robôs humanoides de uso geral, os robôs cuidadores precisam enfrentar desafios complexos de segurança e se adaptar às necessidades únicas de cada indivíduo. O AIREC já pode ajudar a vestir roupas, cozinhar refeições simples e dobrar roupas, mas só estará pronto para casas de repouso por volta de 2030, com um preço elevado de aproximadamente US$ 67.000.
Apesar dos obstáculos, cuidadores como Takaki Ito estão esperançosos com a parceria entre humanos e máquinas. Os robôs podem nunca compreender totalmente as nuances emocionais dos cuidados, mas, ao assumirem tarefas rotineiras, podem liberar os cuidadores humanos para se concentrarem no lado compassivo e pessoal do trabalho.

