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segunda-feira - 09 / fevereiro / 2026

Robô UV para desinfecção

Um robô autônomo, construído pela Akara Robotics, usa luz ultravioleta (UV) para desinfecção em hospitais.

Fonte: IEEE Spectrum (Traduzido para o Português)

Desinfecção por ultravioleta é uma das poucas áreas onde robôs autônomos podem ser imediatamente úteis durante a pandemia do COVID. Infelizmente, não há robôs suficientes para atender a demanda. Embora empresas estejam trabalhando para construí-los, leva um tempo substancial para desenvolver o hardware, software, conhecimento operacional e experiência integrada para fazer um sistema robótico de desinfecção funcionar em um hospital.

Conor McGinn, professor assistente de Engenharia Mecânica do Trinity College em Dublin e colíder da Robotics and Innovation Lab (RAIL), reuniu uma pequena equipe de engenheiros de hardware e software, que conseguiram colocar um robô de desinfecção UV para teste hospitalares em poucas semanas. Eles conseguiram em um curto espaço de tempo, baseando em pesquisas anteriores, colaborando com hospitais diretamente e alavancando uma plataforma de desenvolvimento: O TurtleBot 2.

Nos últimos anos, RAIL tem pesquisado robôs sociais móveis para aplicações de cuidados com idosos, durante os testes, entenderam o quão grande o problema da infecção pode ser em ambientes como asilos. Isto foi antes do COVID-19, mas ainda é uma das principais causas de hospitalização dos residentes em asilos. A maioria dos lugares apenas limpam  às vezes a superfície com desinfetante, mas estas instalações têm muitas superfícies que não são fáceis de limpar, e com pessoas indo e vindo o tempo todo, qualquer um com um sistema imunológico comprometido estará sempre em risco.

Os pesquisadores pensaram em desenvolver este conceito mais adiante, mas depois verificou-se que enquanto há muitos dados mostrando que a luz ultravioleta mata vírus e bactérias, não há muita informação útil de projeto, como que tipo de luz precisa, quão forte deve ser e quanto tempo iluminar diferentes superfícies a quais distâncias. McGinn disse que seu grupo começou a trabalhar com microbiólogos na Trinity para encontrar estes parâmetros.

Foi percebido que a radiologia é o melhor lugar para o robô trabalhar agora, por várias razões. Primeiro, salas radiológicas tendem a ser pequenas, organizadas e sem janelas, que facilita a navegação. Segundo, como as máquinas são caras, elas são limpas por radiologistas, não apenas levam tempo que poderiam usar para ajudar pacientes, como também coloca os especialistas em risco. E finalmente, as máquinas precisam de limpeza depois de cada paciente com COVID, métodos de limpeza tradicional reduzem a capacidade diária da máquina por um fator de cinco ou seis.

Um vídeo do robô desinfectando uma sala radiológica, na Irlanda, com UV. O vídeo é rodado em uma velocidade 8 vezes mais rápido que o normal.

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  1. Parabéns!
    Dr. Pedro Ney, boa tarde!

    Muito agradecida por compartilhar as suas pesquisas com os seus leitores.

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