Este post é a segunda parte sobre disjuntores e mostra as diferentes classificações e suas respectivas aplicações.
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Disjuntores monofásicos, bifásicos e trifásicos

Os disjuntores monofásicos ou monopolares (à esquerda na figura) interrompem apenas uma única fase (fio com um nível de tensão), servem para circuitos de iluminação e com tomadas simples, com apenas uma fase e o neutro. Enquanto os bifásicos ou bipolares (centro) são para circuitos com chuveiros elétricos e com duas fases, cuja tensão é de 220 V. Já os trifásicos, ou tripolares (à direita), são para a indústria, redes de alta potência e circuitos que usam três fases, com tensões de 220 V ou 380 V.
Curvas de disparo dos disjuntores
A curva de disparo define quais tipos de cargas o disjuntor deve proteger.

Curva B
O disjuntor com esta curva protege cargas resistivas como, por exemplo, aquecedores, chuveiros elétricos, fornos, etc. Nesta curva, o disjuntor é acionado quando a corrente chega de 3 a 5 vezes o valor da corrente nominal.
Curva C
Serve para proteger cargas indutivas, ou seja, que usam motores e bobinas. Também protege ar-condicionados, micro-ondas e circuitos de iluminação. O disjuntor com esta curva atuará quando a corrente alcançar 5 a 10 vezes o seu valor nominal. Pois cargas indutivas exigem alta corrente de partida.
Curva D
Para o disjuntor desta curva romper o circuito, a corrente deve ser de 10 a 20 vezes a corrente nominal. É adequado para grandes cargas indutivas como grandes transformadores e motores.
Curva K

É uma subdivisão da curva D. Disjuntores com esta curva abrem o circuito quando a corrente ficar entre 10 e 14 vezes o valor da nominal e protegem motores e transformadores que requerem alta corrente de disparo.
Curva A ou Z

Disjuntores deste tipo atuam quando a corrente nominal se torna 2 a 3 vezes maior e protegem equipamentos sensíveis e instrumentos.
Disjuntores NEMA e DIN

O NEMA, padrão norte-americano, é mais antigo que o DIN, padrão europeu. Além da cor, as principais diferenças entre os padrões são:
- Ao contrário do DIN, o NEMA não possui bobina e sua proteção depende apenas do barramento bimetálico.

- Capacidade de interrupção de curto-circuito (em kA): o NEMA possui uma capacidade 66% menor que o DIN, ou seja, o DIN consegue interromper uma corrente maior de curto-circuito sem ser danificado.
- A caixa do NEMA é feita de baquelite, uma resina sintética quimicamente estável e resistente ao calor. A caixa do DIN é composta por poliéster ou ureia formaldeído.
- Fixação com o circuito: no DIN, o terminal de fixação possui ranhuras, enquanto os pinos do NEMA são fixados por parafusos, o que pode causar a desconexão do cabo com o tempo.
- Câmara de extinção de arco: o NEMA possui uma chapa dobrada e o DIN tem várias lâminas internas.
Embora o disjuntor NEMA ainda esteja presente em algumas instalações mais antigas, o DIN é mais seguro e eficiente.

