Os microplásticos são fragmentos de plástico de até 5 mm. Causam um impacto ambiental grave e prejudicam a saúde das pessoas.
Como surgem e onde estão os microplásticos?
Foram descobertos pela primeira vez em 1970 e são divididos em duas categorias: os microplásticos primários, que são encontrados em cosméticos, produtos de higiene pessoal, tecidos sintéticos, esfoliantes, pneus, tintas, pelotas de resina e poeira urbana. Em comparação com os secundários, que surgem como resultado da degradação lenta de resíduos plásticos maiores.

Os microplásticos são feitos de polímeros como polietileno (PE), polietileno tereftalato (PET), polipropileno (PP), poliestireno (PS), poliuretano (PU), poliamida (PA), policloreto de vinila (PVC) e náilon (PA). Estão presentes em vários tipos de alimentos e bebidas.

Não apenas nos mares, os microplásticos também estão presentes em terras agrícolas. A maior fonte de micropartículas de plástico no solo agrícola é o lodo do tratamento de afluentes, que é usado como fertilizante e contém partículas sintéticas de cosméticos e produtos de higiene. Além disto, os microplásticos podem ser transportados pelo vento.

Os microplásticos se espalharam para todos os lugares do planeta, incluindo a Antártida, o topo do Monte Everest e as fossas oceânicas.
Impacto dos microplásticos
Danos ao meio ambiente
Os animais marinhos podem se asfixiar com a ingestão de micropartículas de plástico, que também podem danificar os órgãos internos e bloqueiar o sistema digestivo. Além de possuírem um tempo de decomposição muito longo, os microplásticos absorvem mercúrio, cádmio e outros metais pesados, prejudicando a saúde dos seres vivos. Os microplásticos em terras agrícolas alteram a estrutura física do solo e limitam a capacidade de retenção da água. Consequentemente, a saúde do solo é comprometida, reduzindo o rendimento das colheitas e comprometendo a segurança alimentar. Além disto, segundo Zhang, Kang e Gao (2023), a capacidade de absorção de luz solar dos microplásticos pode acelerar o derretimento das geleiras, reduzindo a superfície que reflete a luz solar e piorando o aquecimento global.
Danos à saúde humana
Os microplásticos chegam ao corpo humano por meio de inalação e digestão. Pesquisas mostraram que há micropartículas de plástico no sangue, no cérebro, na placenta, no leite materno, nos ossos, no fígado, nos rins e nos intestinos. Atualmente, realizam-se mais pesquisas sobre os efeitos no corpo humano. Mas já apontam evidências de que estas partículas liberam toxinas e causam danos ao organismo como:
- Comprometer as funções das células-tronco da médula óssea.
- Provocar inflamações e estresse oxidativo, que é o desequilíbrio entre radicais livres e antioxidantes.
- Morte celular e danos aos tecidos.
- Causar doenças respiratórias, cardiovasculares e neurodegenerativas.
- Perturbação da microbiota intestinal.
Além disto, existem os nanoplásticos, partículas menores que 1 micrômetro, que podem atravessar a pele e as membranas celulares, podendo causar danos às células e ao DNA.
Possíveis medidas de mitigação
- Substituição dos polímeros mencionados anteriormente por materiais biodegradáveis que não contenham substâncias nocivas ao ambiente e às pessoas.
- Utilizar mais garrafas de vidro no armazenamento de bebidas.
- Remover os microplásticos na produção de cosméticos e produtos de higiene.
- Aumento da reciclagem, desde a década de 1950, menos de 10% do plástico foi reciclado.
- Fazer o descarte e a reciclagem de forma adequada, para que os plásticos não acabem nos oceanos ou no solo. Não jogue nenhum lixo na rua.
Eventualmente, o microplástico presente no ambiente terá que ser removido.


Boa tarde.
Muito bom!
Só um detalhe, o item mais importante “Fazer o descarte e a reciclagem de forma adequada, para que os plásticos não acabem nos oceanos ou no solo. Não jogue plástico na rua.” poderia ter terminado com “… Não jogue plástico na rua. Ou melhor, não jogue lixo nenhum na rua, pois entope esgotos de águas pluviais!”
Obrigado pelo feedback.