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domingo - 08 / fevereiro / 2026

Classificação dos disjuntores

Este post é a segunda parte sobre disjuntores e mostra as diferentes classificações e suas respectivas aplicações.

Clique no botão a seguir para acessar a primeira parte.

Disjuntor: o que é e como funciona?Clique aqui

Disjuntores monofásicos, bifásicos e trifásicos

fases dos disjuntores
Fonte: Dicas Tech.

Os disjuntores monofásicos ou monopolares (à esquerda na figura) interrompem apenas uma única fase (fio com um nível de tensão), servem para circuitos de iluminação e com tomadas simples, com apenas uma fase e o neutro. Enquanto os bifásicos ou bipolares (centro) são para circuitos com chuveiros elétricos e com duas fases, cuja tensão é de 220 V. Já os trifásicos, ou tripolares (à direita), são para a indústria, redes de alta potência e circuitos que usam três fases, com tensões de 220 V ou 380 V.

Curvas de disparo dos disjuntores

A curva de disparo define quais tipos de cargas o disjuntor deve proteger.

O eixo vertical deste gráfico representa o tempo de disparo, enquanto o eixo horizontal é o múltiplo da corrente nominal. As áreas nas cores rosa, azul e verde-claro são as regiões de disparo magnético, em outras palavras, onde a proteção magnética do disjuntor é ativada. Enquanto as demais áreas são as regiões de disparo térmico, ou seja, onde o barramento bimetálico se move para abrir o circuito. Fonte: Matheus Martim.

Curva B

O disjuntor com esta curva protege cargas resistivas como, por exemplo, aquecedores, chuveiros elétricos, fornos, etc. Nesta curva, o disjuntor é acionado quando a corrente chega de 3 a 5 vezes o valor da corrente nominal.

Curva C

Serve para proteger cargas indutivas, ou seja, que usam motores e bobinas. Também protege ar-condicionados, micro-ondas e circuitos de iluminação. O disjuntor com esta curva atuará quando a corrente alcançar 5 a 10 vezes o seu valor nominal. Pois cargas indutivas exigem alta corrente de partida.

Curva D

Para o disjuntor desta curva romper o circuito, a corrente deve ser de 10 a 20 vezes a corrente nominal. É adequado para grandes cargas indutivas como grandes transformadores e motores.

Curva K

Fonte: FVM.

É uma subdivisão da curva D. Disjuntores com esta curva abrem o circuito quando a corrente ficar entre 10 e 14 vezes o valor da nominal e protegem motores e transformadores que requerem alta corrente de disparo.

Curva A ou Z

Disjuntores deste tipo atuam quando a corrente nominal se torna 2 a 3 vezes maior e protegem equipamentos sensíveis e instrumentos.

Disjuntores NEMA e DIN

padrões dos disjuntores
Atualmente, estes são os dois padrões de construção para disjuntores de baixa tensão. Fonte: Instrufiber.

O NEMA, padrão norte-americano, é mais antigo que o DIN, padrão europeu. Além da cor, as principais diferenças entre os padrões são:

  • Ao contrário do DIN, o NEMA não possui bobina e sua proteção depende apenas do barramento bimetálico.
interior dos disjuntores NEMA e DIN
Fonte: Blog Decorwatts.
  • Capacidade de interrupção de curto-circuito (em kA): o NEMA possui uma capacidade 66% menor que o DIN, ou seja, o DIN consegue interromper uma corrente maior de curto-circuito sem ser danificado.
  • A caixa do NEMA é feita de baquelite, uma resina sintética quimicamente estável e resistente ao calor. A caixa do DIN é composta por poliéster ou ureia formaldeído.
  • Fixação com o circuito: no DIN, o terminal de fixação possui ranhuras, enquanto os pinos do NEMA são fixados por parafusos, o que pode causar a desconexão do cabo com o tempo.
  • Câmara de extinção de arco: o NEMA possui uma chapa dobrada e o DIN tem várias lâminas internas.

Embora o disjuntor NEMA ainda esteja presente em algumas instalações mais antigas, o DIN é mais seguro e eficiente.

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