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sábado - 19 / 09 / 2026
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HiLumi LHC: o aprimoramento do maior acelerador de partículas do mundo

O HiLumi LHC é um programa de aprimoramento do LHC, que visa aumentar a luminosidade, ou seja, o número de colisões.

Posts sobre o CERN, onde fica o LHC.

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Fonte: Innovation News Network (Traduzido para o Português)

As equipes estão desmantelando seções da máquina de 27 km desde 7 de Setembro, preparando a remoção de 28 ímãs supercondutores.

A primeira interconexão de ímãs foi cortada nesta semana no ponto 1 do LHC, onde fica o experimento ATLAS, marcando o início desta etapa do trabalho durante o terceiro longo desligamento do LHC, o LS3.

No centro da operação estão os novos tripletos internos, que focalizam os feixes de partículas imediatamente antes de alcançarem o experimento.

Os novos ímãs usam bobinas feitas de uma liga de nióbio-estanho e podem produzir campos magnéticos de 11,3 Teslas, aproximadamente 40% mais fortes que os gerados pelos atuais ímãs.

Segundo Markus Zerlauth, líder do projeto HiLumi LHC: “Os atuais tripletos internos são da época da construção do LHC e foram instalados na máquina entre 2005 e 2007.”

O LHC depende de milhares de ímãs para controlar e manipular os feixes de partículas.

Os tripletos internos são particularmente importantes, pois consistem em 3 quadrupolos posicionados em ambos os lados dos experimentos e focalizam firmemente os feixes antes de ocorrerem as colisões.

Esta focalização comprime os feixes, aumentando a probabilidade de colisão de partículas, contribuindo para a luminosidade do acelerador, que mede o número de colisões em um determinado período. Maior luminosidade permite aos experimentos coletarem mais dados.

Os novos ímãs são um componente fundamental do HiLumi LHC, que estão sendo desenvolvidos para aumentar substancialmente a taxa de colisão do LHC e a geração de dados.

Os tripletos internos substitutos são o resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento, e representam uma mudança tecnológica significativa dos atuais ímãs de nióbio-titânio.

A nova tecnologia de nióbio-estanho será instalada ao redor do ATLAS e do CMS, onde o aumento de luminosidade é requerido.

Os experimentos ALICE e LHCb possuem programas de física e requerimentos de operações diferentes, portanto, ficarão com os atuais tripletos internos, embora serão melhorados para esses experimentos se beneficiarem do aumento da luminosidade.

Jean-Phillipe Tock, líder da equipe de coordenação do LS3, acrescentou: “O primeiro quadrupolo dos novos tripletos devem chegar no túnel no início de 2029. No total, 16 criostatos e 28 conjuntos criogênicos serão instalados, um grande empreendimento.”

Segundo o site do HiLumi LHC, o acelerador com os aprimoramentos será ligado no meio do ano de 2030.

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